Resumo objetivo: O artigo discute o conflito entre políticas de preservação ambiental de modelo "intocadista" e os direitos de comunidades tradicionais, usando como exemplo a expulsão de famílias caipiras do Parque do Jurupará, em São Paulo. Ele explica que essa abordagem, conhecida como preservacionismo ou "culto à vida selvagem", enxerga a presença humana como prejudicial à natureza, ignorando o papel histórico dessas populações como agentes de conservação. Paralelamente, o texto contrasta essa visão com a do "ecologismo dos pobres", que defende a justiça ambiental e o direito dessas comunidades ao território.
Principais tópicos abordados: 1. O conflito prático entre a criação de áreas de "proteção integral" e a expulsão de populações tradicionais que nelas habitam. 2. A análise teórica das três correntes do ambientalismo (culto à vida selvagem/preservacionismo, evangelho da ecoeficiência e ecologismo dos pobres). 3. A crítica ao "mito moderno da natureza intocada", que pressupõe a necessidade de separação total entre homem e natureza para conservação. 4. O papel das comunidades tradicionais como agentes históricos de preservação e a defesa de seus direitos territoriais.